A liturgia na minha vida de Irmã missionária do campo

Senhor abra os meus lábios e minha boca proclamará o teu louvor.” Assim, cada manhã, iniciamos a primeira oração comunitária: viver a liturgia é louvar juntas o Senhor, de todo o meu ser, tornar-nos juntas para Ele para acolher o seu Amor e respondê-lo. Acolhemos o seu amor na escuta da Palavra que a Igreja escolhe cada dia, no Pão e no Vinho da Eucaristia, no perdão recebido.  Nós respondemos pelas nossas orações de louvor, de ação de graças, de intercessão por nós mesmas, pelas pessoas do campo a quem nós somos enviadas e pela humanidade.   Amo a liturgia porque ela me ajuda a recolocar o Cristo Jesus no centro da minha vida; a liturgia me ajuda a crescer na comunhão com minhas irmãs, encontramo-nos quatro vezes ao dia para a Liturgia das Horas; a liturgia ajuda-me a tornar-me plenamente membro do Povo de Deus, membro de seu Corpo a Igreja, membro da nossa diocese, da nossa paróquia. Amo a liturgia porque tudo o meu ser fica tocado pelo Senhor: a voz canta, o ouvido escuta a Palavra, a música, os olhos contemplam um belo ícone, há o gosto do Pão e do Vinho, o odor do incenso, as mãos apertadas do gesto de Paz, traçamos sobre o nosso corpo o sinal da Cruz, prostramo-nos, sentamo-nos, levantamo-nos, às vezes dançamos para o Senhor. A nossa regra de vida nos lembra que a liturgia é a nossa primeira missão; por isso ela é então a primeira maneira de servir a Deus e àqueles a quem somos enviadas. Reconheço precisar da presença das minhas irmãs e dos outros cristãos para vivê-la: sozinha, não seria capaz de parar na hora fixa. Para mim, tudo é graça, em primeiro lugar o fato de rezar. É Cristo Jesus que vem rezar em mim, em nós. “Senhor, abra os meus lábios, e a minha boca proclamará o teu louvor”

Irmã Claire Paterour.

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